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Centro Social Paroquial de S. João da Foz do Sousa aposta no acompanhamento de proximidade
publicado a 20 de abril de 2015

A atuação do poder local deve imperar pelo estabelecimento de articulações e sinergias com as várias instituições e entidades localizadas no seu território, tendo uma função facilitadora e parceira no estabelecimento dessas parcerias.A atuação do poder local deve imperar pelo estabelecimento de articulações e sinergias com as várias instituições e entidades localizadas no seu território, tendo uma função facilitadora e parceira no estabelecimento dessas parcerias.
Neste contexto, a Câmara Municipal de Gondomar, no sentido de erigir uma sólida e marcada parceria com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s), entende que os vínculos de proximidade se devem pautar pelo aprofundado conhecimento das dinâmicas das IPSS’s, suas motivações, constrangimentos, potencialidades e perspetivas futuras.
É neste contexto que a cada segunda-feira será publicada uma entrevista com os gestores/Presidentes de Direção das instituições sociais, com o intuito de se recolher informação relativa à perceção inerente às IPSS’s que dirigem.

PADRE ÁLVARO ROCHA, PRESIDENTE DA DIREÇÃONo âmbito da área de atuação da instituição que dirige, quais as principais motivações para a intervenção social no Município de Gondomar?Foi no ano de 2000 que se começaram a dar os primeiros passos para a constituição de uma instituição com a missão de promover e realizar a integração social e comunitária de todos os paroquianos, principalmente os grupos de paroquianos menos favorecidos ou mais vulneráveis, nomeadamente, crianças, jovens, idosos e deficientes. O Centro Social Paroquial de S. João da Foz do Sousa, localizado numa zona com características rurais, num território vulgarmente conhecido como Alto do Concelho de Gondomar, nasce após a constatação de um conjunto de problemas sociais e pela necessidade de contribuir para a sua resolução. Nesta área territorial não havia qualquer instituição e/ou respostas sociais e as existentes nas restantes freguesias do Alto Concelho eram (e ainda são) insuficientes para atender às reais necessidades da comunidade. Quando iniciamos a nossa intervenção, começamos por atuar junto dos mais velhos. A freguesia da Foz do Sousa era na altura uma das freguesias com maior índice de envelhecimento. De facto, preocupava-nos ter uma população bastante envelhecida, com uma esperança de vida cada vez mais alargada e sem retaguarda familiar durante o dia, dado que os seus familiares diretos, em idade ativa, estariam a trabalhar. A intervenção junto desta população tem como objetivo promover a sua qualidade de vida e permitir que possam viver com dignidade, pelo que criamos respostas que possibilitem a satisfação das suas necessidades básicas, favoreçam o envelhecimento ativo e contrariem o desenraizamento, permitindo que com serviços como o Centro de Dia e o Serviço de Apoio Domiciliário os mais velhos possam permanecer na sua residência, retardando a sua institucionalização. No entanto, não só os mais velhos precisam de apoio, mas também os mais novos, pessoas em idade ativa que têm dificuldade em fixar-se nas freguesias mais afastadas do Porto porque não há equipamentos sociais que os possam auxiliar, por exemplo, assegurar os cuidados básicos aos seus filhos enquanto estão a trabalhar. Com o alargamento da idade da reforma, cada vez mais os avós, que eram os principais cuidadores dos netos durante a primeira infância (até à entrada no pré-escolar) ainda estão a trabalhar e os casais necessitam de equipamentos como as creches para poder deixar os seus filhos e ir trabalhar. Neste sentido, o Centro Social também tem em funcionamento uma creche, que dá apoio às freguesias do Alto Concelho. Assim, o que nos move é a prossecução do bem comum, atender às reais necessidades da comunidade, procurando atenuar os problemas que vão surgindo. Mas ainda há um longo percurso a realizar, há áreas que ainda estão a descoberto como a área da deficiência, a intervenção junto de públicos mais desfavorecidos, entre outros.
Contextualizando a intervenção da vossa Instituição a um nível concelhio e supraconcelhio, quais considera ser as principais potencialidades?Como mencionei anteriormente, o Centro Social Paroquial de S. João da Foz do Sousa intervém essencialmente em três áreas: terceira idade, primeira infância e pobreza e exclusão social. A intervenção realizada pelo Centro Social abrange vários territórios quer a nível concelhio quer a nível supraconcelhio. A nível concelhio, intervém no Alto Concelho (desde Jovim até Melres) e, com a dinamização da Cantina Social, apoiamos também as freguesias de S. Cosme, Fânzeres e S. Pedro da Cova. Com a colocação em funcionamento da resposta social Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas a nossa atuação ultrapassa os limites do Concelho, sendo que estão integrados nesta resposta utentes provenientes de outros concelhos como Paredes, Maia, Porto, Valongo, Penafiel. Somos uma instituição ainda nova e aberta a novos desafios. Temos um edifício novo, em funcionamento apenas há dois anos e meio, com todas as condições necessárias para o bom desenvolvimento das respostas sociais e que cumpre todas as normas legais. O corpo técnico desta instituição é jovem e dinâmico, estando sempre desejoso de encontrar novos caminho e respostas às necessidades e problemas sociais existentes. Estamos inseridos na freguesia da Foz do Sousa e tentamos manter sempre uma relação de proximidade com a comunidade, solicitando sempre o seu envolvimento nas atividades desenvolvidas. Porque estamos numa zona com algumas características rurais, ainda existe a solidariedade de vizinhança e temos conseguido até ao presente momento envolver a comunidade que tem colaborado ativamente na prossecução dos nossos objetivos. Uma forma de envolvimento visível é o grupo de voluntários que diariamente colabora connosco. Somos ainda uma instituição aberta à comunidade e às instituições parceiras. Gostamos de trabalhar com outras instituições, quer no desenvolvimento de projetos comuns, quer na realização de atividades que envolvam utentes de outras instituições (IPSS’s, escolas, etc.). Percebemos que só com a partilha e com o diálogo com as outras entidades é que poderemos melhor intervir junto da comunidade. Os elementos que compõem os órgãos sociais do Centro Social são pessoas muito dinâmicas, com formações diferenciadas o que permite uma análise dos problemas e a sua resolução de forma diferente e, apesar de trabalharem em regime de voluntariado, estão sempre muito presentes e disponíveis para responder às necessidades da instituição e em abraçar novos desafios. Consideramos que as respostas tipificadas nem sempre dão a resposta mais adequada às necessidades dos indivíduos, pelo que estamos também sempre disponíveis em colaborar em iniciativas/projetos sociais que promovam o bem estar da comunidade e a melhoria da condição de vida dos indivíduos.
Na sua opinião existem constrangimentos à intervenção da vossa instituição? Se sim quais e a que níveis?Qualquer organismo que trabalhe com público que está em situação de vulnerabilidade social acaba por ter constrangimentos, isto é, presta um serviço que não é pago pelo devido valor. Esta situação faz com que haja uma grande dependência dos Apoios do Estado para a prossecução dos projetos. Logo consideramos que, neste momento, o maior constrangimento que dispomos é a sustentabilidade financeira. O facto de estarmos em instalações novas, abertas há dois anos à comunidade, implicou um esforço financeiro inicial que nos compromete durante os próximos anos (pelo pagamento de empréstimos à banca) e que nos impede de sermos mais ousados na intervenção e acompanhamento que desejávamos. Consideramos que o número limitado de lugares existentes na instituição, mais concretamente na área do Centro de Dia e Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, é insuficiente para fazer face a todos os pedidos que nos chegam, sendo necessário realizar o encaminhamento para outras entidades a fim de tentar responder às solicitações. O Alto Concelho apresenta ainda um défice acentuado de agentes do sector produtivo pelo que é difícil encontrar empresas parceiras que possam desenvolver práticas de responsabilidade social. A par disso, e por consequência, grande parte das pessoas trabalham fora da sua área de residência, pelo que é difícil melhorar o envolvimento da comunidade e a sua presença na instituição. Pode-se ainda apontar o facto de ser uma instituição de implantação territorial com respostas tipificadas e que não consegue atrair um envolvimento exterior próprio de outras instituições cujo impacto é maior em razão da causa (Luta Contra o Cancro, Operação Nariz Vermelho, entre outros). Queremos ainda ressaltar que, na construção do nosso edifício, fomos regulados e condicionados pelo Programa PARES que não contemplava a possibilidade da instituição assumir os custos de áreas que pudessem servir posteriores respostas. Assim, quando projetamos novas iniciativas em termos de respostas sociais (tipificadas ou não), vemo-nos constrangidos pela falta de espaço. Para isso, esperamos contar com a colaboração do Município de Gondomar.
Perspetivando a intervenção e a atuação da Instituição a médio e longo prazo, quais são os vossos principais projetos? De que forma pretendem dinamizá-los?Há dois anos e meio concretizamos um dos grandes projetos do Centro Social: a construção de um edifício que pudesse conter um conjunto de respostas sociais permitindo dar resposta a algumas das necessidades detetadas na comunidade (Centro de Dia, Serviço de Apoio Domiciliário, Creche e Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas). Ao construir um edifício de raiz, todo o investimento que foi necessário realizar (e que nos obriga a um esforço financeiro para o cumprimento dos nossos compromissos com as instituições bancárias) acaba por condicionar a projeção de investimentos futuros. No entanto, há áreas que gostaríamos de desenvolver como a intervenção na área da deficiência, através de um espaço que pudesse acolher durante o dia pessoas portadoras de deficiência e ou problemas de saúde mental, de forma a promover a sua atividade, sustentabilidade, e autonomizá-los, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida destas pessoas. No seguimento da intervenção que realizamos junto das pessoas mais velhas, gostaríamos de desenvolver um acompanhamento de proximidade de forma a manter os laços de vizinhança e a resolver questões que num primeiro momento só é percecionado com tendo a institucionalização como resposta. Temos ainda um projeto designado “Horta Solidária” e que procura apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social, estando a aguardar a indicação dos parceiros deste projeto (Câmara Municipal de Gondomar, LIPOR) para ser colocado em funcionamento.
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