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Promoção do transporte público tem mais um aliado
publicado a 27 de novembro de 2018

Na apresentação pública dos dados definitivos do Inquérito à Mobilidade das Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa (IMOB), hoje na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, Marco Martins, coordenador dos Transportes e Mobilidade da AMP, defendeu a redução de custos para o utilizador, nomeadamente a criação do passe único, como estratégia fundamental de promoção do transporte público.

No entanto, “não basta colocar o passe mais barato e mais acessível, é necessário também que haja mais transporte público com mais frequência e com mais oferta, daí os resultados hoje apresentados serem um instrumento de trabalho fundamental para a tomada de decisões que contribuam decisivamente para a promoção do transporte público”, salientou o também Presidente da Câmara Municipal de Gondomar.

Também Carlos Humberto Carvalho, primeiro Secretário da AML, apresentou este inquérito como uma mais-valia para a reflexão profunda que as redes de transportes necessitam atualmente. “Para resolvermos problemas é necessário ter em conta o que querem os utilizadores, o que as cidades precisam e os recursos disponíveis para as soluções a preconizar”, destacou.

Para Francisco Lima, Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Estatística (INE), este organismo tem como missão “providenciar informação estatística e rigorosa, permitindo neste caso conhecer os padrões de mobilidade diária dos residentes nas duas áreas metropolitanas”. Este estudo é acima de tudo uma ferramenta fundamental para o apoio à tomada de decisão, seja politica ou técnica, salientou o responsável do instituto público.

O inquérito realizado pelo INE resulta de uma parceria entre este organismo e as Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa. Abrangeu cerca de 100 mil residentes nas duas áreas metropolitanas, tendo a recolha dos dados sido efetuada no quarto trimestre de 2017. Procurou responder às questões fundamentais da mobilidade, como sejam as formas de deslocação, a frequência com que nos deslocamos, quanto tempo demoramos nessas deslocações e quais os custos inerentes às mesmas.

Dos resultados do estudo, realce para o tempo gasto nas deslocações, em média 66,8 minutos na AMP e 72,5 minutos na AML, bem como a opção pela utilização da própria viatura como meio de transporte preferido. Em contraponto, a escolha de meios de transporte de mobilidade suave – a pé ou de bicicleta – surpreendeu pela positiva. Na AMP quase 19 % das pessoas utilizam estes modos suaves de deslocação, ultrapassando até os transportes públicos que são escolha de apenas 11% dos residentes nesta área metropolitana.
Os resultados completos deste inquérito podem ser consultados na página do INE.

 

 

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