
Nasceu em São Cosme, Gondomar, a 27 de janeiro de 1883, filho de Mateus dos Santos Rosas e de Joaquina Gonçalves Marques.
Iniciou a sua vida profissional na Casa da Moeda – Contrastaria do Porto. Após a aposentação, e em reconhecimento do seu perfil culto e rigoroso, foi convidado a colaborar com o jornal Diário do Norte, onde desempenhou funções de revisor de textos, assegurando a correção gramatical e a qualidade editorial das publicações.
Foi um cidadão ativo e empenhado, republicano convicto, de princípios firmes e intenções claras. Destacava-se pela forma categórica e fundamentada com que apresentava os seus argumentos, bem como pelo elevado sentido de ética e justiça que pautava a sua atuação cívica.
Participou de forma relevante em inúmeras iniciativas sociais, políticas e culturais, dedicando grande parte da sua vida ao desenvolvimento da sua terra natal, Gondomar. Entre muitas outras ações, foi impulsionador de projetos estruturantes, destacando-se a instalação da rede de distribuição de energia elétrica em São Cosme, em 1927, um marco decisivo para a modernização e progresso da freguesia.
No domínio do associativismo, o seu nome ficou ligado à fundação de instituições de grande relevância histórica. Foi um dos fundadores dos Bombeiros Voluntários de Gondomar, em 1913, entidade que continua, até hoje, a desempenhar um papel fundamental na segurança e no socorro à população.
Esteve igualmente envolvido na fundação do Clube dos Caçadores de Gondomar, também em 1913, e integrou a primeira direção do Clube Gondomarense, em 1908, evidenciando a sua preocupação em criar espaços de convívio, lazer e promoção cultural para a comunidade local.
Foi ainda uma voz ativa e influente nas sessões públicas da Câmara Municipal de Gondomar, revelando-se um cidadão atento à gestão pública e profundamente comprometido com a defesa dos interesses do concelho.
Em reconhecimento do seu contributo, o seu nome ficou perpetuado na toponímia do município, com a atribuição da Rua Serafim Rosas, a 24 de julho de 1987.