Câmara Municipal de Gondomar

“Abril será imortal, um dia festa do povo e sem proprietários”
publicado a 25 de abril de 2019

O agradecimento aos artífices da revolução, um futuro que se constrói e um povo com memória. Estas foram as ideias-chave da cerimónia, que, hoje de manhã, no Município de Gondomar, assinalou a comemoração do 45.º aniversário do 25 de Abril de 1974.

A sessão solene, no salão nobre da Câmara Municipal, contou com a presença de todas as forças políticas do Município e ficou marcada pela intervenção do Presidente da Assembleia Municipal, Aníbal Lira, que partilhou a convicção de que “Abril será imortal, um dia festa do povo e sem proprietários”. Recordando a “rica História de um povo universalista”, lembrou que hoje é também dia de celebrar um “povo que decidiu sair de um abismo de escuridão e ignorância” e uma revolução que deu ao mundo novas nações soberanas.

Aníbal Lira conclui que, hoje, não podemos ignorar todos os avanços que a democracia trouxe aos portugueses. No entanto, passados 45 anos da conquista da liberdade, é imperativo que a memória e o ensino da revolução sejam alargados, especialmente aos mais jovens. “No momento em que muitos não sabem o que custou a liberdade, cabe a cada um de nós, na pluralidade de convicções que a democracia permite, assegurar o futuro através da unidade dos democratas”, lançou, em forma de repto, o Presidente da Assembleia Municipal de Gondomar.

"Transformar utopias em direitos”
Antes, Marco Martins, Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, recordou a revolução como o evento que permitiu transformar “sonhos e utopias em direitos”. Direitos esses que, disse, “são a esperança de um cumprir a democracia de forma plena”.

Em Gondomar, sublinhou Marco Martins, “é essa esperança, aliada a um trabalho sério e dedicado, que nos faz, todos dias, celebrar e praticar Abril, garantindo o futuro do nosso Concelho”, concluiu o Presidente da Câmara Municipal de Gondomar.

Memória e futuro
Na sessão solene que encheu por completo o salão nobre da Câmara Municipal discursaram, ainda, representantes dos grupos partidários representados na Assembleia Municipal. Para João Pedro Carvalho (CDS-PP), “a esquerda apropriou-se dos termos mais significativos da revolução", referindo ainda que “existe ainda muito para fazer e corrigir, nomeadamente a luta contra a corrupção”.

Já Bruno Pacheco (BE) referiu que” todas as gerações têm os seus monstros. Celebramos hoje a derrota de um, mas a minha geração vê os seus monstros todos os dias na televisão”, numa alusão aos conflitos globais e à crise dos migrantes.
Criticando as “obras de fachada” e “festas para adormecer consciências”, Valentina Sanchez (PPD-PSD), deixou, em forma de desafio, uma reflexão sobre como o poder local poderá aprofundar as dimensões de Abril.

David Santos (VL-CO) pediu para “continuarmos a acreditar e a trabalhar por Abril”. Assumindo-se como um filho da revolução, lembrou que “Abril não está cumprido, é um processo em construção em que todos temos de trabalhar”.

Maria Olinda Moura (CDU), por seu lado, lembrou o papel dos resistentes fascistas, nomeadamente dos militantes do Partido Comunista Português. “Nestes dias, em que muitos querem branquear e recuperar o antigo regime, cabe lembrar que o 25 de Abril não foi só um dia. O povo português tem memória”.

Por fim, Carmina Araújo (PS) apelou à memória, relembrando a todos os presentes como Portugal e o Mundo mudaram nos últimos 45 anos. “A democracia trouxe liberdade, cuidados de saúde e educação, mas, numa altura onde cresce o populismo, o desafio passa agora pela construção de uma liberdade consciente e informada”, alertou.

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