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AFAGOS quer “manter o apoio alimentar”
publicado a 11 de outubro de 2016

A atuação do poder local deve imperar pelo estabelecimento de articulações e sinergias com as várias instituições e entidades localizadas no seu território, tendo uma função facilitadora e parceira no estabelecimento dessas parcerias.

Neste contexto, a Câmara Municipal de Gondomar, no sentido de erigir uma sólida e marcada parceria com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s), entende que os vínculos de proximidade se devem pautar pelo aprofundado conhecimento das dinâmicas das IPSS’s, suas motivações, constrangimentos, potencialidades e perspetivas futuras.

É neste contexto que a cada segunda-feira será publicada uma entrevista com os gestores/Presidentes de Direção das instituições sociais, com o intuito de se recolher informação relativa à perceção inerente às IPSS’s que dirigem.

MARISA SOUSA, PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA AFAGOS - ASSOCIAÇÃO DE FORMAÇÃO E APOIO GONDOMAR SOCIAL

No âmbito da área de atuação da instituição que dirige, quais as principais motivações para a intervenção social no Município de Gondomar?
A AFAGOS surge como resultado de um conjunto de preocupações sentidas por elementos cujas profissões se situam nas áreas social, da formação e da educação de adultos e ainda como fruto de uma série de solicitações oriundas de diversas instituições e utentes. Esta instituição desenvolve a sua atividade tendo em conta que os indivíduos se apresentam como seres biopsicossociais. A nossa motivação baseia-se na falta de informação e desinteresse que caracterizam os nossos utentes, bem como o preconceito de que as oportunidades e os seus direitos e deveres não são suficientemente salvaguardados, levando-nos, com muito esforço, a reunir várias áreas na mesma associação para que estes encontrem algumas respostas para os seus problemas e preocupações, nomeadamente, apoio alimentar, a Empresa de Inserção e a formação que vamos desenvolvendo em parceria com entidades formadoras e Centro de Emprego de Gondomar.

Contextualizando a intervenção da vossa instituição a um nível concelhio e supraconcelhio, quais considera ser as principais potencialidades?
As nossas potencialidades, desde que, devidamente equipados com técnicos/as, e mantendo as parcerias, para além do apoio alimentar, são o desenvolvimento de inúmeras atividades de promoção do emprego, admitindo trabalhadores/as, facilitando a sua integração socioprofissional, bem como realizar ações de formação, melhorar a eficiência e a eficácia do trabalho, evitar despedimentos, incentivar a motivação e humanizar as relações laborais.

Na sua opinião existem constrangimentos à intervenção da vossa instituição? Se sim quais e a que níveis?
As dificuldades ou constrangimentos a nível da nossa intervenção são, a nível financeiro, de recursos humanos e de transporte, na altura de recolha de alimentos junto da AMI. Somos uma instituição sem qualquer tipo de apoio financeiro. A verba que conseguimos retirar para pagar a uma técnica polivalente que se encontra na nossa instituição é retirada com muita dificuldade do valor dos serviços que nos são pagos pelos clientes da Empresa de Inserção. E esta técnica, que faz todo o serviço da associação, desde serviço administrativo, receção e acompanhamento das famílias beneficiárias de apoio alimentar, recolha na AMI dos alimentos e armazenamento dos mesmos nos respetivos armazéns (S. Cosme e Fânzeres), acompanhamento das funcionárias da Empresa de Inserção, entre outras funções, recebe o ordenado mínimo. Quanto a recursos humanos, não temos capacidade financeira de contratar ninguém para dar apoio a esta técnica, pois não temos suporte financeiro. Quanto ao transporte para recolha de alimentos na AMI aquando do apoio alimentar, somos obrigados a fazer as recolhas numa Renault Kangoo, viatura esta adquirida com a ajuda do IEFP e CMG em 2004, o que nos obriga a um gasto de combustível exagerado nesse período, bem como uma longa demora nessa recolha. São 21 bens alimentares para 460 pessoas. Chegamos a ter ajuda por parte do Departamento do Ambiente, o que no último ano não aconteceu (2014) por motivos vários. (Poucas viaturas, ajuda a outras instituições, viaturas avariadas, etc).

Perspetivando a intervenção e a atuação da instituição a médio e longo prazo, quais são os vossos principais projetos? De que forma pretendem dinamizá-los?
Os nossos principais projetos são manter o apoio alimentar, manter a Empresa de Inserção até ao seu término, que será em Agosto de 2016, e apostar na formação profissional. Para dinamizá-los, pretendemos continuar com as parcerias, nomeadamente: Câmara Municipal de Gondomar, União de Freguesias de Gondomar (S. Cosme), Jovim e Valbom, União de Freguesias de Fânzeres e S. Pedro da Cova, Rede Social de Gondomar, Centro de Emprego de Gondomar, AMI, Escola Profissional de Gondomar, Actual Gest – Formação Profissional, ACIG, ACIDI, Orientaris e Escfop.

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