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Parque das Serras do Porto já é uma realidade
publicado a 18 de abril de 2016

Bem mais de meio século depois do surgimento da ideia nasceu a Associação de Municípios Parque das Serras do Porto. Marco Martins, Celso Ferreira e José Ribeiro, presidentes dos Municípios de Gondomar, Paredes e Valongo, respetivamente, assinaram, hoje à tarde, no Museu Mineiro de São Pedro da Cova, a escritura de constituição daquela associação sem fins lucrativos. “Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce”, disse Pimenta Machado, Diretor da ARH Norte da Agência Portuguesa do Ambiente, citando Fernando Pessoa, no encerramento da cerimónia protocolar.

O Parque das Serras do Porto – que engloba as serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores, Santa Iria e Banjas, numa área de cerca de seis mil hectares – integra uma zona com elevado potencial económico, cultural e ambiental e é um projeto orientado para a valorização e proteção do território.

O projeto teve um grande impulso há pouco mais de dois anos, quando os atuais presidentes de Câmara dos três municípios assumiram que aquele “pulmão verde” teria de ser “muito mais do que um conjunto de intenções, ou um somatório de vontades”. “Hoje o que todos nos temos de fazer passar é a marca Porto, Porto como região, como capital de todo o Norte do País, como destino turístico”, afirmou Marco Martins, explicando a abrangência do conceito e do alcance da denominação Parque das Serras do Porto.

O futuro, agora, “depende nós, do empenhamento e da dedicação de cada um de nós”, vincou Marco Martins, que defendeu a necessidade de “passar à ação”, mas “sem ilusões: nada deste trabalho terá efeitos práticos daqui a meio ano, ele só será visível daqui a 10, 15 anos”.

De destacar, ainda, o facto de terem trabalho nesta fase final de um projeto autarcas de partidos diferentes que, como sublinho o Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, “vestiram a camisola do ambiente, do futuro e dos nossos concelhos”

“Eu cresci nestas serras”, lembrou José Ribeiro para quem hoje foi dado “um primeiro passo”. “Nós estamos a abrir uma caixa de Pandora que nunca mais ninguém conseguirá fechar”, garantiu o Presidente do Município de Valongo, “porque este passa a ser um dos maiores ativos da Área Metropolitana do Porto”.

Talvez por isso Celso Ferreira tenha começado a sua intervenção por confessar que não se recordava do último projeto da AMP da dimensão deste, “talvez tenha sido o do Metro do Porto”. E, para o autarca de Paredes, o fundamental, neste momento, é fazer com que “este espaço seja sentido por cada um de nós”, ou seja, abrir o projeto à sociedade civil.

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