Projeto ARO – A Linha Melódica que Une Gerações transformou a música num instrumento de inclusão social
Depois de mais de três anos a aproximar gerações, a criar oportunidades de participação cultural e a provar que nunca é tarde para descobrir talentos, o projeto ARO – A Linha Melódica que Une Gerações promoveu ontem, dia 30, uma sessão pública dedicada à apresentação do trabalho desenvolvido e dos resultados alcançados na comunidade.
A iniciativa evidenciou a marca deixada pelo projeto, demonstrando que a música pode ser muito mais do que uma expressão artística: pode ser uma ferramenta de inclusão, bem-estar e coesão social.
Na sessão estiveram presentes a Vereadora da Cidadania da Câmara Municipal de Gondomar, Aurora Vieira, e a Diretora Artística e Coordenadora de Projetos de Inovação Social da Três por Quatro – Associação Cultural, Cristina Silva, entidades parceiras na dinamização deste projeto.
Os resultados da avaliação de impacto foram apresentados por Sofia Marques da Silva e José Albino Lima, Professores do Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Esteve ainda presente a Pró-Reitora da Universidade Lusófona do Porto, Elisabete Pinto da Costa, também Diretora do Instituto de Mediação da Universidade Lusófona, entidade parceira responsável pelas ações de capacitação desenvolvidas no âmbito da parceria entre o Município de Gondomar e a Três por Quatro – Associação Cultural.
Integrado no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da Operação Integrada em Comunidades Desfavorecidas, o projeto ARO – A Linha Melódica que Une Gerações afirmou-se como uma iniciativa inovadora e intergeracional que, através da troca de saberes entre seniores e jovens tutores musicais voluntários, possibilitou a criação de duas orquestras – a Orquestra Criativa e a Orquestra de Cordas –, alicerçadas no gosto pela música, na valorização das memórias e na construção de laços determinantes para um envelhecimento ativo e uma cidadania plena.
Ao longo da sua execução, o projeto desenvolveu diversas iniciativas, destacando-se a dinamização de um banco de voluntariado artístico juvenil, a realização de ensaios regulares, apresentações públicas, concertos, ações de formação e momentos de convívio intergeracional.
Iniciado em maio de 2023, o projeto envolveu 182 beneficiários, dos quais 110 seniores e 72 jovens. Entre os momentos mais marcantes destacaram-se os concertos de Natal, os concertos de apresentação das orquestras e a participação nas comemorações do Dia da Europa 2025.
A avaliação de impacto evidenciou resultados muito positivos, demonstrando o reforço do sentimento de pertença à comunidade, da autoestima e da valorização pessoal dos participantes, bem como a redução dos sentimentos de solidão e isolamento social.
O estudo concluiu ainda que o projeto contribuiu para aproximar cidadãos da vida cultural e comunitária, transformando muitos participantes, sem formação artística prévia, em agentes ativos de criação cultural.
Mais do que um projeto musical, o projeto constituiu uma intervenção social, educativa e comunitária, promovendo o desenvolvimento de competências pessoais e sociais, o voluntariado juvenil, a inclusão e a coesão territorial.
O projeto ARO – A Linha Melódica que Une Gerações deixa, assim, um legado de participação, criatividade e partilha entre gerações, demonstrando que a música pode ser um instrumento de transformação social e um verdadeiro motor de cidadania ativa.