A conservação da natureza, a recuperação ecológica e a adaptação às alterações climáticas nas Serras do Porto vão ser reforçadas através do projeto “Serras do Porto Natura 2030”, uma iniciativa da Associação de Municípios Parque das Serras do Porto que representa um investimento superior a 1,7 milhões de euros no território abrangido pelos municípios de Gondomar, Paredes e Valongo.
A sessão de apresentação do projeto decorreu hoje, dia 28, no Parque da Senhora do Alto, em Paredes, e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Luís Filipe Araújo, e da Vereadora do Ambiente e Ação Climática, Ana Luísa Gomes.
Com cerca de 6.000 hectares e classificado como Paisagem Protegida Regional, o Parque das Serras do Porto constitui a primeira infraestrutura verde da Área Metropolitana do Porto, abrangendo os municípios de Gondomar, Paredes e Valongo e afirmando-se como um território de referência na proteção da natureza e valorização do património natural e cultural.
Financiado pelo programa Norte 2030, o projeto procura responder a desafios ambientais como a degradação das linhas de água, a proliferação de espécies invasoras, a perda de habitats naturais e os impactos das alterações climáticas.
Entre as principais intervenções previstas destacam-se o controlo de espécies invasoras em cerca de 110 hectares, a recuperação de habitats naturais e a reabilitação de aproximadamente 8,4 quilómetros de linhas de água nos rios Ferreira e Sousa, através de soluções baseadas na natureza destinadas a melhorar a qualidade da água, recuperar margens e reforçar a conectividade ecológica.
O projeto inclui igualmente ações de monitorização ambiental com recurso a tecnologias inovadoras, como ADN ambiental, sensores de fauna, câmaras de monitorização, estações meteorológicas e drone, permitindo reforçar o conhecimento científico sobre o território e acompanhar a evolução dos ecossistemas.
Está ainda prevista a aquisição de terrenos estratégicos na zona das Águas Férreas, em Santa Justa, considerada uma área prioritária para a conservação da salamandra-lusitânica e de habitats associados às antigas minas romanas.
A componente educativa e de sensibilização ambiental assume também um papel relevante no projeto, através da dinamização de ações com escolas, famílias e comunidade local, incluindo iniciativas de voluntariado ambiental, plantação de espécies autóctones, produção de conteúdos audiovisuais, criação de um livro infantojuvenil e desenvolvimento de uma peça de teatro dedicada à valorização do património natural das Serras do Porto.