Uma criação do Teatro e Marionetas de Mandrágora que resgata memórias das gentes que viveram ligadas ao rio Douro.
Numa aldeia de pescadores, encostada à margem norte do rio, a noite fervilhava. As mãos fortes dos pescadores puxavam as redes. As mulheres corriam para as margens do rio, para carregar os cestos de peixe.
Nesta terra um homem tinha mãos de ouro, era aquele que mais pescava, era aquele que mais sorte tinha. Um homem comum, mas de espírito indomável, enfrentava diariamente as correntes do rio. As memórias do rio fluem por ele, enchendo-o de sabedoria ancestral e de respeito pelo ciclo da vida. O Rio, um ser vivo, um deus, às vezes benevolente, e às vezes cruel. Ele é a vida que floresce às suas margens e, em troca do que lhe é oferecido
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