O Município de Gondomar reforçou a intervenção no controlo da população de gatos errantes, através de um novo protocolo com três associações de proteção animal, que estabelece um modelo mais estruturado de organização, acompanhamento e monitorização. Desde 2022, esta intervenção municipal já abrangeu 3.039 animais e 422 colónias de gatos.
A atuação é desenvolvida através do Programa CED – Capturar, Esterilizar e Devolver, um método destinado a controlar a reprodução dos gatos que vivem na rua. Os animais são capturados, esterilizados e posteriormente devolvidos ao local de origem, sempre que estejam reunidas as condições para tal, contribuindo para reduzir progressivamente a reprodução e melhorar o acompanhamento sanitário e o bem-estar dos animais.
O novo protocolo foi assinado esta quarta-feira, dia 30, com as associações Animais de Rua, Causas de Caudas e MIACIS – Proteção e Integração Animal. O Município atribui um apoio total de 75 mil euros, correspondendo a 25 mil euros para cada associação.
O Município de Gondomar mantém protocolos no âmbito do Programa CED desde 2022. Até julho de 2025, a intervenção era assegurada pelas associações Animais de Rua e Causas de Caudas, tendo a MIACIS integrado o programa em agosto de 2025.
Desde o início do programa, o investimento municipal ascende a 240 mil euros.
Em 2025/2026, foram esterilizados 870 gatos – 449 fêmeas e 421 machos – e intervencionadas 152 colónias, das quais 131 se encontram controladas. Foram ainda registados 310 animais salvos ou adotados.
A intervenção vai além do controlo reprodutivo, incluindo a monitorização das colónias, identificação e acompanhamento dos animais, desparasitação, identificação eletrónica e cuidados médico-veterinários a animais feridos, doentes ou geriátricos.
O novo protocolo introduz ainda mecanismos de acompanhamento e controlo mais estruturados, nomeadamente uma base de dados para o registo e rastreabilidade das colónias e animais, a definição de critérios técnicos de prioridade, a apresentação de relatórios de execução e o reforço da articulação entre o Município e as associações.
Está também prevista a possibilidade de afetar até 20% do apoio financeiro a tratamentos clínicos e patologias, bem como um maior controlo dos pedidos encaminhados pelo Município e das respetivas intervenções.
A intervenção será organizada territorialmente, mantendo-se, contudo, a responsabilidade das associações pelas colónias que já acompanham. A Animais de Rua ficará responsável por Baguim do Monte, Jovim, Lomba e Rio Tinto, a Causas de Caudas por Fânzeres, São Pedro da Cova e Valbom, e a MIACIS por Foz do Sousa e Covelo, Medas e Melres e São Cosme.
O Programa CED constitui, assim, uma ferramenta de controlo populacional felino que alia bem-estar e saúde animal, salubridade pública e envolvimento da comunidade, contribuindo para uma intervenção mais organizada e para o acompanhamento continuado das colónias.