Há tradições que se guardam à mesa e outras que passam de mão em mão. Em Gondomar, o sabor do caldo de nabos e a mestria da filigrana contam parte de uma história feita de saberes, gestos e memórias que continuam vivos.
Foi com dois desses símbolos da identidade do concelho que Gondomar assinalou, este domingo, dia 27, o Dia Mundial do Turismo, numa jornada que cruzou gastronomia, tradição e património artesanal.
Melres recebeu o VI Capítulo da Confraria do Caldo de Nabos de Gondomar, com um programa que incluiu a entronização de novos confrades, um desfile confrádico e um almoço de confraternização, no qual o caldo de nabos assumiu lugar de destaque.
Entre os novos membros da Confraria foram entronizados como Confrades de Honra o Presidente da Assembleia Municipal de Gondomar, Manuel António Pereira, e as Vereadoras da Câmara Municipal de Gondomar Aurora Vieira e Carla Pinto Ferreira.
Profundamente ligado à tradição agrícola de São Cosme e às festividades em honra de São Cosme e São Damião, celebradas a 26 de setembro, o caldo de nabos mantém viva uma receita associada ao território e ao cultivo do característico nabo de São Cosme. A Confraria tem assumido um papel na preservação e divulgação desta tradição gastronómica, contribuindo para a sua transmissão entre gerações e para a valorização de um produto profundamente ligado à identidade local.
As comemorações do Dia Mundial do Turismo estabeleceram ainda uma ligação simbólica entre esta tradição gastronómica e outra das marcas identitárias de Gondomar: a filigrana.
A empresa gondomarense Claudiouro associou-se à celebração com a apresentação de uns brincos em filigrana em forma de nabo, numa criação que cruza dois saberes profundamente enraizados no território e mostra como a tradição pode continuar a inspirar novas expressões da identidade gondomarense.